Resposta ao comentário do vizinho James Cronin

8 11 2009

O vizinho James Cronin nos deixou um comentário (vide página inicial), que nos vemos obrigados a responder, diante de premissas e conclusões erradas sobre assuntos que não conhece. Segue nossa resposta:

Caro James, boa tarde de um domingo de paz em Santa Teresa. De uma paz constantemente ameaçada.

Somos obrigado a responder seu comentário, por discordar completamente dos seus comentários. Espero que os leia com a mesma atenção que lemos seu comentário e o respondemos.

Ao contrário do que você pensa, seu comentário não será apagado, pois não pretendemos ceifar o direito de expressão de ninguém como aquele sujeito do hotel fez com alguns. Como seu comentário é público, no site “Amordaçados pelo Hotel”, tomamos a liberdade de compartilhá-lo com outros vizinhos e amigos que acessaram e ajudaram a divulgar o site.

Engana-se você quando diz que a associação está defendendo interesses de amigos e ex-moradores. Esse caso específico é emblemático para esclarecer o seu equívoco: os moradores processados pelo hotel nao eram filiados à AMAST e não estiveram ao lado da AMAST à época da criminosa demolição do hotel, desconsiderando os alertas de que o pior ainda estava por vir.

Agora, depois de reclamarem do barulho causado pelo estabelecimento, são processados pelo proprietário, em um processo escandalosamente absurdo e inconstitucional. Pode parecer ironia contarem com apoio da AMAST. Nada há de irônico. A AMAST cumpre seu papel de apoiar os moradores e amigos do bairro, sem ressentimentos, o que mostra não haver espaço para interesses políticos.

Ao contrário do que você acredita, não há nenhum preconceito contra estrangeiros por parte da AMAST e muito menos pelos moradores vítimas da ação judicial de um hoteleiro cuja nacionalidade é irrelevante, frente às graves ilicitudes que vem cometendo.

Para começar, a AMAST tem em sua diretoria atual, eleita por moradores do bairro, um alemão, Joerg Mertens, que defendo o bairro com muito mais amor e dedicação do que muitos brasileiros que aqui residem.

A preocupação em não “estrangeirizar” a discussão foi debatida na reunião semanal da AMAST, e está bem claro que não se combate estrangeiros, mas as ações predatórias de alguém que não respeita as leis. Quem esteve presente ouviu reclamações sobre isso e ouviu a posição dos diretores da AMAST ratificando que não há e jamais houve preconceito contra a nacionalidade do mau elemento que vem destruindo o patrimônio cultural e ambiental do bairro.

Santa Teresa historicamente acolhe estrangeiros de todas as nacionalidades sem nenhum tipo de restrições. Assim também costuma agir o povo brasileiro de modo geral.

A sua reclamação, a par da impressão pessoal, reflete a mesma visão maniqueísta que o Sr. Delort procura apresentar à opinião pública, na tentativa de justificar ou encobrir as agressões ao meio ambiente cultural que praticou e continua praticando.

A AMAST não é um grupo fechado nem tem interesses políticos. A AMAST somos nós. Cada morador ou amigo do bairro pode participar, se associar e ajudar a decidir os rumos da associação.

Todos podem discordar de algo na AMAST, mas não é razoável criticar gratuitamente quem trabalha para cuidar da nossa qualidade de vida, sem remuneração e utilizando seu tempo útil que poderia ser aproveitado com lazer ou ócio ou trabalho, enfim…. Melhor é tentar colaborar para que a associação continue atingindo os seus objetivos, apresentando discordâncias sempre que entender cabível. Mas discordar sem oferecer alternativas não vale, é demagogia.

Não sei se é o seu caso, mas entendo q falta autoridade ética e moral a quem critica sem fazer nada para mudar. Participam como colaboradores voluntários várias pessoas, ajudando na questão do bonde e em várias outras necessárias à preservação do bairro. Nessa condição, fica difícil aceitar críticas da parte de quem não se propôs a fazer nada diferente, em termos concretos.

Quanto a problemas como a violência, a falta de serviços sanitários, a má iluminação das ruas, entre outros, SUGIRO QUE ANTES DE FAZER CRÍTICAS, PROCURE SE INFORMAR MELHOR. Compareça a uma reunião da AMAST e verá que há muito sendo feito a esse respeito, por moradores e amigos que dedicam seu tempo, voluntariamente, EMBORA ISSO SEJA OBRIGAÇÃO DO ESTADO.

Se não fosse a AMAST, desde sua fundação, este bairro já estaria destruído.

Será um prazer conhecê-lo pessoalmente. Estamos quase toda terça tentando fazer a minha parte, nas reuniões da AMAST no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, às 19:00. Seja bem-vindo.

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