OPINIÃO QUESTIONÁVEL…

12 11 2009

Pesquisando no Google informações sobre o Autor do artigo publicado no espaço “sociedade aberta”, do JB, juntamente com a matéria sobre o assunto do hotel, constatamos que José Vicente dos Santos, professor de direito econômico da Universidade Candido Mendes, é também procurador do Estado, embora tenha omitido isso no jornal.

A AMAST já se posicionou sobre o assunto, em artigo publicado no mesmo espaço “Sociedade Aberta”. Somos obrigados, contudo, a fazer algumas constatações.

O articulista, como Advogado por formação, sabe que ler a petição inicial do processo só lhe dá a versão do Autor, no caso, o hotel. Mesmo assim, sem conhecer a realidade dos fatos, emitiu opinião sobre o que não conhece. É, por força de definições semânticas, um leviano. Entendemos que faltou-lhe ética quando emitiu publicamente um parecer técnico conclusivo sobre um processo do qual não é advogado, e que se encontra sub-judice.

Mais grave, contudo, é constatar que o conteúdo e o embasamento jurídico ficam em segundo plano. O que interessa mesmo é a produção acadêmica, interesse puramente particular, como denuncia seu Twitter (http://twitter.com/direito_publico)

“Saiu um artigo meu no Jornal do Brasil de hoje. Trata do abuso na liberdade de manifestação a partir do caso do hotel Santa Tereza.”
11:38 AM Oct 31st from web

“Cheguei à conclusão óbvia: publicar em sites tipo DireitoDoEstado é o melhor caminho pra divulgar artigo. Revistas de papel são o passado.”
3:41 PM Oct 7th from web

É de impressionar que não tenha corrido para atualizar o seu Curriculo Lattes, para fazer bonito junto ao pessoal que adora produzir conteúdo que ninguém lê.

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One response

29 11 2009
amordacados

Recebemos um comentário supostamente enviado pelo repórter João Pequeno, do Jornal do Brasil, sobre as críticas aqui lançadas contra do Procurador do Estado que publicou artigo defendendo o hotel. Lamentavelmente fomos obrigados a excluir o comentário, visto que o email utilizado retornou, deixando aberta a possibilidade de fraude praticada por terceiros em nome do jornalista.

De todo modo, em respeito ao Jornal do Brasil, cujo espaço Sociedade Aberta é reconhecidamente democrático, editamos o texto original do post, reafirmando que a crítica não se dirige ao periódico, mas ao articulista.

Não concordamos que autores de artigos estejam desobrigados de ouvir as partes. Na maioria dos casos, esta pode ser a regra. Mas não estamos tratando de fatos comuns, e sim de um processo judicial. Não se trata de uma opinião genérica, mas de um verdadeiro parecer técnico, uma vez que o articulista emitiu opinião conclusiva sobre o caso, com base apenas na versão unilateral que consta no pedido do hotel a um Juiz de plantão. Sequer analisou as provas anexadas ao processo. Não é preciso nem ser estudante de Direito para saber os limites éticos de opinar a respeito de questões sub judice. Da mesma forma, qualquer leigo sabe que uma reclamação levada à justiça, invarialvelmente distorce os fatos em favor do reclamante, e que uma conclusão só é possível ouvindo o outro lado.

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