CONHEÇA O CASO

Imagine você, incomodado com o barulho causado por um estabelecimento comercial ao lado da sua casa, infernizando sua vida e dos outros vizinhos dia e noite, há mais de um ano. Suponha que você já tenha procurado os órgãos públicos para denunciar, reclamando ao 190 e à sub-prefeitura ou região administrativa do seu bairro, ao Ministério Público e que nada disso resolveu o problema**.

Considere que você não tem mais paz para trabalhar ou descansar. Como em qualquer lugar civilizado e democrático, você certamente gostaria de “botar a boa no trombone”, denunciando à imprensa, organizando uma manifestação ou protesto público, para chamar atenção das autoridades.

EM SANTA TERESA NÃO É BEM ASSIM. Pelo menos no caso do Hotel Santa Teresa, integrante da rede francesa “Exclusive”. O estabelecimento entrou na Justiça contra moradores que OUSARAM RECLAMAR AO ADMINISTRADOR REGIONAL em função das perturbações ao sossego e da desordem causada pelo hotel, e DISCUTIAM A POSSIBILIDADE de organizar uma manifestação contra os abusos do hotel, com apoio da associação dos moradores.

** Auto de infração n° 480839, de 14/09/2009, e Auto n° 480904, 24/09/2009, da 8º Inspetoria, além de Inquérito mais antigo no Ministério Público Estadual.


  • É PROIBIDO PENSAR
  • É PROIBIDO DISCUTIR
  • É PROIBIDO RECLAMAR… aonde vamos parar?
  • O Hotel Santa Tereza e seu restaurante Terèze, localizados no Bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, são fruto da demolição do tradicional Hotel dos Descasados, que fez parte da vida e da história do bairro durante décadas. O prédio foi comprado por um empresário chamado François Delort. Agindo como jamais agiria em seu país (França), este indivíduo tem se dedicado à destruição do patrimônio cultural e da paz da população, trazendo uma série de mazelas e deixando atrás de si um rastro de destruição.

    O hotel original, tombado pelo patrimônio histórico, foi descaracterizado. A depredação da história do bairro se deu em um processo repleto de irregularidades que foram denunciadas pela AMAST – Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa, gerando embargos da obra e inúmeros outros conflitos decorrentes da inobservância à legislação e às particularidades do bairro. Ao invés de respeitar a lei, como certamente faria em seu país, sob pena de severas sanções, o referido empresário agiu e continua agindo como se estivesse em “terra de ninguém”.

    Sucede que Santa Teresa tem dono: O POVO, que está e sempre esteve lá, muito antes desses tristes episódios de destruição. Estamos habituados a viver em um ambiente de paz, harmonia e silêncio, em uma área de proteção ambiental (Lei Estadual n° 495, de 09 de Janeiro de 1984), que restringem a atividade comercial e industrial, visando à preservação das características históricas do bairro.

    Infelizmente o Sr. Delort acha que pode tudo, e que seu dinheiro é capaz de comprar o passaporte para fazer o que bem entende, à revelia das leis e dos direitos das pessoas. Assim agiu há alguns anos, quando processou a AMAST, para evitar a divulgação dos fatos graves relacionados à demolição irregular do hotel, que estavam sendo encoberto$. A justiça rejeitou o pedido do hotel em 1ª e 2ª instância, condenando-o a pagar os honorários do advogado da associação. Hoje, decorridos mais de 4 anos do início do processo, o hotel ainda não conseguiu engolir a derrota e corre o risco de ter seus bens penhorados para pagar o advogado da AMAST naquela ação.

    Nesses quatro anos o hotel vem, sorrateiramente, colocando as asas para fora. Os abusos já vêm produzindo consequências mais graves. Dentre elas, destaca-se a perturbação à vizinhança, que sofreu intensamente durante as obras, não apenas com o barulho, mas com a imundície decorrente da poeira. A situação chegou a um ponto tão grave, que os moradores do local (Rua Felício dos Santos e adjacências), prejudicados em seu sagrado direito de DORMIR e de ter a paz que sempre tiveram em suas residências, estenderam faixas na frente de suas casas/prédios, com dizeres “hotel santa teresa não respeita os vizinhos”.

    Muitas foram as reclamações aos órgãos administrativos. Sobre o barulho, houve apenas duas autuações. De um modo geral, o Sr. Delort sempre é tratado com muito carinho pelos agente$ público$. Pura gentileza e deferência, naturalmente; nada mais que isso.

    O desespero dos moradores diante da inoperância, conivência e prevaricação dos agente$ público$ gerou a ideia de organizar uma manifestação pública, com apoio da AMAST, para chamar a atenção das autoridades e da opinião pública para o problema.

    Exatamente como da outra vez, o Sr. Delort recorreu a golpes ainda mais baixos do que já vinha adotando ao longo de todo esse tempo: ENTROU COM AÇÃO NA JUSTIÇA CONTRA OS MORADORES, “preventivamente”, para evitar a manifestação popular. Incluiu Abaeté Mesquita, Advogado da AMAST, que não mora no local e apenas ofereceu apoio jurídico e solidariedade aos moradores, como Réu no processo.

    O caso é tão absurdo e desperta suspeitas em todos os aspectos, a começar pelo uso indevido do plantão judiciário. O sujeito esperou o fórum fechar às 18:00, para só então apresentar ao Juiz o seu pedido, a fim de justificar uma urgência que não existia. Por volta das 20:00, conseguiu, a troco de mentiras, uma decisão que amordaça o Advogado e os demais moradores do local, impedindo-os de realizar manifestações, a menos que sejam silenciosas. QUALQUER CIDADÃO SABE QUE A CONSTITUIÇÃO FALA EM MANIFESTAÇÃO PACÍFICA E SEM ARMAS. “SILENCIOSA” FICOU POR CONTA DO SR. DELORT E DO JUIZ DE PLANTÃO!!!

    Será que isso é democrático? SEM OUVIR O OUTRO LADO, IMPÔR UMA MANIFESTAÇÃO SILENCIOSA… NEM NA IGREJA OU NO CEMITÉRIO!!! MANIFESTAÇÃO SILENCIOSA É MORDAÇA, É CENSURA PRÉVIA, É SUPRESSÃO DOS DIREITOS INDIVIDUAIS, É VIOLAÇÃO À CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA, ENFIM, É REVIVER A ÉPOCA DA DITADURA EM PLENO SÉCULO XXI.

    NÃO É POSSÍVEL ACREDITAR QUE UM PAÍS QUE SE DIZ DEMOCRÁTICO CONTINUE PROIBINDO QUE PESSOAS PENSEM, FALEM, SE EXPRESSEM, ENFIM, VIVAM. DE QUE VALE A VIDA, QUANDO NÃO SE TEM LIBERDADE? A PRISÃO, SEJA ELA CONSTITUÍDA DE GRADES OU DE CANETADAS, É A DESCONSTRUÇÃO DO SER HUMANO; É A PRÓPRIA MORTE!

    Anúncios

    35 responses

    20 09 2011
    Heitor Bonfim

    Imagino-me diante de um juiz e do tal dono do hotel.
    Apenas diria, por que fui chamado aqui? Estou perturbando sossego do Hotel, por acaso?

    19 09 2011
    Heitor Bonfim

    Não sei por que em determinados lugares as leis funcionam menos do que em outros. O combate aos criminosos é hercúleo. Em SP foram catalogados 50 bailes funk.

    19 01 2010
    Marcos Mendes

    Prezados,

    Concordo e tenho visto o sofrimento dos moradores. Durante o processo de reforma do hotel, fui a favor por acreditar que caso não se flexibilizem as leis, os casarões de Santa tendem a desmoronar.

    Acredito que não devemos apontar nacionalidades, o problema não seria a ocupação do imóvel por um francês e sim por um indivíduo desrespeitoso. Poderia ser um brasileiro. O que importa são os atos. Gente assim existe no mundo inteiro.

    O que mais me choca nesta situação é a postura arrogante do proprietário, que por se instalar em um bairro tipicamente residencial, deveria respeitar o entorno e seus vizinhos.

    É muito fácil fazer a manifestação. “TODOS EM SILÊNCIO OCUPAM AS CALÇADAS DA FELÍCIO DOS SANTOS EM UM SÁBADO A PARTIR DO MEIO DIA”. Onde o “valet”vai parar os carros dos clientes???????? O que o Sr. Delort poderá fazer contra nós?????

    Vcs esquecem de algo que me incomoda muito e p/ mim é o mais importante, porque acreditei em uma mudança. A população das comunidades carentes foi encorajada a apoiar o hotel esperando a criação de uma escola de hotelaria. Onde está a escola de hotelaria prometida aos moradores? O proprietário divulgou que a montaria várias vezes. ” Nosso projeto é antes de tudo um projeto social” Cadê a escola? Cadê o social? Estou esperando……………………. Sinceramente.

    18 11 2009
    Zezé Freitas

    Por que não fazer a tal da “manifestaçao silenciosa”? Vai todo mundo em silêncio e amordaçado. Denuncia-se todo o abuso de uma só vez!

    18 11 2009
    Elizabeth Villela

    Sou moradora do bairro há quase 30 anos e atualmente resido no Largo do Guimarães onde a desordem e o barulho fazem parte do dia a dia dos moradores do entorno. O direito ao descanso nos é negado DIARIAMENTE pelo comércio local, e principalmente, às sextas, sábados e domingos, dias em que vários locais oferecem música ao vivo e outras atividades igualmente barulhentas. A região administrativa e órgãos da prefeitura já foram notificados diversas vezes, mas nenhuma providência foi tomada. Apoio integralmente a luta dos moradores vizinhos ao Hotel de Santa Teresa!!! Nosso bairro sempre foi famoso pelo clima bucólico e pela paz favorecedora da meditação e da inspiração aos artistas, vamos RETOMAR NOSSO DIREITO AO SOSSEGO!!!!!!!!

    11 11 2009
    Mônica Dantas

    Se conselho fosse bom…
    O morador James aconselha:
    – “guerra” contra a conivência e o descaso do estado
    – “guerra” contra uma legislação ultrapassada e retrógrada
    – “coexistência pacífica” entre os moradores e os empreendedores
    – que os empreendedores respeitem as leis
    – que as autoridades façam com que os empreendedores respeitem as leis
    Devemos “guerrear” contra o estado para que ele não seja conivente com os empreendedores. Mas se ser conivente com os empreendedores é um erro do estado, então só pode ser porque o interesse desse empreendedor não é legal, pois se fosse legal, o estado não seria “conivente”, estaria apenas atendendo a interesse legítimo.
    Logo, devemos saber separar os empreendedores com interesses legais (que o estado acolheria e com quem coexistiríamos pacificamente) dos empreendedores com interesses escusos (só com esses é que o estado erraria ao ser com eles “conivente”).
    E quem pode dizer se um interesse é legal ou não? Evidentemente, só a lei pode dizer o que é legal ou não. Mas a lei, a lei é “ultrapassada e retrógrada” e contra ela devemos “guerrear” também.
    Porém, quando estivermos “guerreando” contra a lei, como poderemos ao mesmo tempo exigir que os empreendedores respeitem a lei e/ou que o estado faça com que os empreendedores a respeitem?
    Assim sendo, como pode haver “coexistência pacífica” entre os moradores (que deveriam estar “guerreando” contra a legislação ultrapassada e retrógrada e contra o estado conivente) e os empreendedores, seja os que têm interesses legais (pois obedecem a legislação contra a qual deveríamos estar “guerreando”) seja os que têm interesses escusos (e que por isso mesmo devem ser combatidos, junto com o estado e com a legislação)?
    Ufa, ufa, morador James, fiquei cansada…
    Guarde para outra ocasião esses seus conselhos tão estonteantes, tão samba-do-crioulo-doido, todo esse seu muquifo discursivo. Talvez em algum lugar eles possam ser alocados, mas não hoje nem aqui em Santa Teresa.
    Aqui, por esses dias, estamos muito ocupados.

    9 11 2009
    James Cronin

    Meus Caros,
    É muito confortante saber que “a preocupação em não “estrangeirizar” a discussão” está em debate, pois temos que convir, tais expressões são xenófobas e perigosas.

    “””…corsário francês… O Francês vai morrer de medo… Mais uma vez os estrangeiros “mandando” por aqui… interdite e despache de volta para a França… um estrangeiro no país, um estranho ao bairro, está se comportando com a postura de um meliante, de um verdadeiro corsário… é um absurdo que um estrangeiro venha para nosso país e faça o que bem entender… o Francês não cumpre nem obrigação de pagar os honorários do advogado da AMAST…”””

    Quanto ao Hotel em discussão não estou aqui para defendê-los, eles que o façam. Estou aqui somente para defender os pontos que tenho como lógicos princípios ideológicos. Que são primeiramente, a minha preocupação em não se “estrangeirisar” a situação, mas também, o caráter utópico dessa discussão que propositalmente se cega as possíveis virtudes dos investimentos privados. Eu certamente, não estou entre os que acreditam que é melhor deixar os casarões históricos de Santa Teresa a mercê dos ratos e dos invasores do que serem restaurados e bem utilizados, seja para fins comerciais ou residenciais.
    Essa batalha meus caros, não deve ser contra investimentos privados nem contra estrangeiros nem contra Franceses ou o “Frances” em questão, e nem mesmo contra o Hotel Santa Teresa, e sim contra o “Leviatã” maior, nesse caso representado pelas autoridades que, se há realmente irregularidades com o Hotel, estão sendo coniventes. Vale lembrar que uma vitoria judicial contra o Hotel seria somente uma vitoria pontual, que não evitaria outros casos semelhantes.
    O meu conselho é; aloquem seus recursos, financeiros e intelectuais, a uma “guerra” contra a conivência e o descaso do estado, contra uma legislação ultrapassada e retrograda, mas que haja uma negociação e uma coexistência pacifica entre os moradores e os presentes e futuros empreendimentos em Santa Teresa, e que eles respeitem as leis e as autoridades a façam ser respeitadas.
    Boa sorte a todos nessa empreitada e um grande abraço.

    13 11 2009
    Marcos Bahiano

    Caro James

    Eu creio que não podemos transformar o politicamente correto em uma paranóia. Uma coisa é usar uma qualidade como forma de descriminação, outra como forma de identificação.

    Não há na tradição de nosso bairro a menor sombra xenófoba, ao revés, existe a tradição de ampla acolhida à estrangeiros e a nacionais de outros estados (eu mesmo sou baiano…).

    A crítica a um indivíduo pode usar de paródias e referências históricas, quase todas aqui empregadas com um notório espírito de bom humor, ou será que, por exemplo, alguém acha que a Sandra de Sá é parente de Estácio e Salvador de Sá?

    Não cometemos o grave erro de tomar um indivíduo pela coletividade, mas podemos usar referências coletivas para identificar o indivíduo.

    Quanto a sua observação sobre o Leviatã, gostaria de saber se você acha pior o corruptor ou o corrupto. Para mim são iguais na transgressão e devem ser igualmente combatidos. Ou você acha que oferecer um “por fora” e tentar corromper o “Leviatã” um ato normal?

    Eu creio que só há corrupto na relação com o corruptor e vice-versa. Lutar contra apenas um dos lados é permitir o retorno da corrupção, mais dia, menos dia…

    Afinal, São Patrício deixou alguma cobra na Irlanda? E se deixou, será que fez o milagre completo?

    Um grande abraço

    Marcos Bahiano

    8 11 2009
    Hylton Sarcinelli Luz

    Prezado James,

    Não vou comentar sobre a questão do seu equívoco, da AMAST estar focada em combater estrangeiros, porque estou satisfeito com a resposta que já foi dada. Quero apenas dizer que o caso do Hotel Santa Teresa não tem nenhuma relação com um “pequeno hotel de luxo”, muito pelo contrário. Trata-se da organização legítima e legal, dos moradores do bairro, em defesa de seus interesses diretos, na defesa de seus bens patrimoniais e de seus bens imateriais como a cultura e história, qualidade de vida e respeito às posturas legais.
    No caso do Hotel Santa Teresa, trata-se de um vultoso investimento de recursos privados feito no bairro, certamente não será o único e nem o último, realizado de forma predatória, em detrimento da qualidade de vida de todos, desrespeitando as leis e os direitos daqueles que aqui residem há muitas décadas.
    Investimentos da ordem do que foi feito no Hotel Santa Teresa, não ocorrem de forma casual, nem por impuso, resultam de planejamento e estudo. Caso os investidores do Hotel não tenham procedido desta forma, não somos nós os moradores que devemos arcar com os prejuízos.
    O papel de todo cidadão é zelar pelos seus direitos e é, exclusivamente, isso que estamos fazendo. Se nós não agirmos em defesa de nossos direitos e de nossos patrimônios, quem o fará?
    Sugiro que você converse com os moradores que estão na circunvizinha do Hotel e reflita melhor sobre o caso. Melhor informado irá formar uma idéia diferente da que manifestou.
    Grande abraço.

    8 11 2009
    James Cronin

    Caros,
    Acredito que esse comentário será apagado em uma velocidade estonteante, mas espero que minhas humildes palavras possam encontrar o seu caminho a algum leitor que talvez possa me explicar aonde nós chegamos.
    Não pretendo redigir um texto narcisista, mas a minha introdução se faz necessária ao contexto. Meu nome é James Cronin e sou um irlandês de origem Servia que carrega o Brasil, principalmente o Rio de Janeiro, no fundo do meu coração. Saí da Irlanda as 26 anos e abracei o Brasil como a minha pátria mãe e gentil, como diz o nosso próprio hino. Conflitos étnicos e religiosos fizeram-me repudiar o meu próprio país que, depois do assassinato de um parente, eu jurei nunca mais voltar. Agora, como morador de longa data de Santa Teresa estou aqui em repudio a esta situação.
    O meu repudio, meus caros, vem da seguinte questão. Quem serão os próximos ??? Se agora utilizamos a palavra “estrangeiro” para com um sentido derrogatório, quem serão os próximos; Judeus, Árabes, Negros. Será que é preciso um “estrangeiro” lembrar-nos que todos somos estrangeiros nessas terras tupy, que foram invadidas por “conquistadores” portugueses. Olhemos em volta meus caros, a predominante arquitetura portuguesa do bairro de Santa Teresa não me deixa mentir.
    O que eu quero lembrar-los meus amigos, é que é assim que tudo começa. Não deixemos que nosso país se torne uma Irlanda um Cóssovo ou uma faixa de gaza.
    Devemos lutar pelos nossos direitos, SIM, mas não contra “estrangeiros”, e sim contra qualquer um que infrinja o nosso direito sem distinção de raça, cor ou credo. Essa é a opinião de alguém que conhece muito bem zonas de conflitos, e que não quer que isso venha a se tornar um problema em um lugar tão maravilhoso como nossa Santa Teresa.
    Como morador de Santa Teresa, eu acredito que a AMAST deveria estar se preocupando com os verdadeiros interesses dos moradores de Santa Teresa, que tem problemas muito maiores que um pequeno Hotel de luxo. Problemas como a violência, a falta de serviços sanitários, a má iluminação das ruas. Em minha opinião, mais uma vez, como morador, a AMAST está fazendo mis uso do nome, Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa, para defender os interesses de alguns poucos amigos, familiares e ex- moradores do muquifo que era o Hotel dos Descasados…

    5 11 2009
    Marcele

    E agora, o que vamos fazer?

    4 11 2009
    Mônica Dantas

    A MARSELHESA DE SANTA TERESA

    Se contra nós ergueu-se a tirania
    com seu estandarte ensanguentado

    Se rugidos ferozes vêm até nós
    para degolar nossos direitos e nossa paz

    À luta, cidadãos!
    Formaremos multidões
    e não vamos nos calar
    não vamos nos calar

    2 11 2009
    Hans

    Fiquei chocado com a argumentação preconceituosa dos advogados do hotel: o restaurante é caro, cada um deixa lá no mínimo R$ 200, portanto é impossível que haja pessoas barulhentas no local. Só pobre faz barulho!?!?

    Anteontem à noite passei pela rua Felício dos Santos e ouvi os abastados gritando dentro do hotel….

    30 10 2009
    ANDRÉ BARROS

    DOUTOR ABAETÉ,

    NÃO É MINHA ÁREA, MAS ESTAMOS JUNTOS NESSA BATALHA.
    VOCÊ É UM GRANDE ADVOGADO E ISTO IRRITA OS SUPOSTOS PODEROSOS.
    ANDRÉ BARROS

    30 10 2009
    Brito

    Isso é só um pequeno reflexo da burrice de nós brasileiros que rimos para todos as porcarias que chegam em nossas terras! Agora não adianta chorar o leite que já derramou à mais de 500 anos atrás. Só lamento!
    ex moradora

    29 10 2009
    boicote

    fácil.
    jogar ovos lá dentro.
    pixar a fachada.
    cortar o cabo de força.
    jogar excrementos na porta.
    enfim…..
    guerrilha… desobediência civil.
    dar prejuízo…. é maneira mais fácil de dar uma lição nesse babaca.

    29 10 2009
    jom menezes

    Lamento muito, mas nossa força e nossa voz , não se intimidara.

    29 10 2009
    Jorge Mourão

    Desde quando é dado a um gringo chegante o poder de impedir manifestações em nosso país? Nem a ditadura conseguiu isso. Páu nele e no juiz cúmplice.!

    29 10 2009
    Alexandre Medeiros

    Caros moradores de Santa Teresa envolvidos nesse episódio, eu não moro no bairro mas, como todo carioca de bom gosto, adoro o lugar e o frequento sempre que posso. Concordo plenamente com meu velho amigo Alvanísio: a perda da tranquilidade, este um patrimônio de Santa Teresa, é que é o centro da questão. É para preservar este patrimônio que os moradores estão se mobilizando – e acho que, impedidos pela decisão do juiz, podem buscar alternativas, procurar os jornais, denunciar (como este blog está fazendo), colocar faixas de protesto etc. Há outras formas de “fazer barulho”, não é uma decisão tomada por um juiz de plantão que vai amordaçar quem está lutando por seus direitos. Desde já ofereço minha solidariedade: a causa é mais que justa!

    29 10 2009
    Cristine Ferreira

    É uma pena que nesse pais as coisa se resolvam de$$a forma. Mas pode contar com minha lista de contatos e vamos fazer um enorme “barulho” pela rede.
    Abçs

    Cris Maza

    29 10 2009
    Pedro

    Acho muito triste esse tipo de coisa estar acontecendo aqui em Santa Teresa. Um bairro singular, conhecido por sua tranquilidade e estilo de vida mais alternativo de seus moradores. Esse hotel grandioso, que inclusive destoa naquela região do bairro, precisa se adequar à atmosfera de seu entorno… mesmo que seja apenas na questão do silêncio. Esta é uma obviedade que o dono do hotel precisa perceber.

    29 10 2009
    Chryssie Assis

    Caros amigos, não poderia deixar de exprimir meu repúdio aos advogados que “fabricaram” essa petição. Como alguém que passou 5anos da sua vida, estudando Direito, com certeza numa faculdade de renome, e nunca aprendeu os ditames da Lei Maior do nosso país? Isso confirma mais uma vez a decadência não só das instituições de ensino, como também do prórpio ser humano que se vende, como o próprio Brasil o fez ,para as potências estrangeiras. Espero meu amigo, que, em muitos raros casos em que se fez justiça nesse país, este seja um deles, pois conheço o seu caráter e sei que não entraria numa briga dessas por dinheiro e sim por uma caractarística da sua personalidade que conheço fielmente: humanidade. Quero dizer-lhe que o que precisar, podem contar com sua amiga das Alagoas. Um beijo e boa sorte. Que o Senhor te abençoe e te proteja sempre!

    28 10 2009
    Alvanísio Damasceno

    Ao fazer um histórico dos abusos cometidos pelo proprietário do hotel, talvez se tenha esquecido de evidenciar o principal motivo da manifestação planejada pelos moradores vizinhos do estabelecimento, que foi “enquadrada” por um juiz a pedido do Sr. Delort: a perda da tranquilidade. Isso provavelmente levou o Sr. Joanilson a fazer um infeliz comentário, ainda que juridicamente razoável, se são conhece o que está realmente em questão.
    Quando fala em perda da tranquilidade, esqueceu-se de dizer ou não tornou claro o suficiente que um dos principais problemas que motivaram os moradores a se manifestas é exatamente o barulho insuportável de noitadas realizadas no restaurante do hotel, o que, literalmente, tira o sono dos vizinhos e transforma a decisão do juiz, ao exigir silêncio na manifestação, uma triste e involuntária ironia.
    Lembro-me que, quando o novo hotel estava sendo construído, alguns amigos me disseram que isso poderia ser bom para o bairro, porque traria empregos, renda e coisas do tipo. Eu não cheguei a discordar disso, mas nunca deixei de convidar meus interlocutores a pensar sobre uma questão: se esses caras não respeitam a lei, o patrimônio, a vizinhança, na hora de construir, o que não farão quando o hotel estiver funcionando? Parece que os episódios atuais deixam clara a resposta.
    Acho que, na sua arrogância, no seu comportamento de colonizador tardio, o proprietário do hotel está dando um tiro no próprio pé, porque ele agora não incomoda só os vizinhos do hotel, passou a incomodar também todas as pessoas que lutam pela liberdade de manifestação pública e pelo cumprimeiro das leis (a Constituição incluída), onde quer que elas morem.
    Alvanisio Damasceno

    28 10 2009
    Hylton Sarcinelli Luz

    O comportamento arrogante e desrespeitoso deste corsário francês que invadiu Santa Teresa, demolindo parte de seu patrimônio histórico, saqueando a tranquilidade dos moradores, invadindo e priatizando as calçadas do bairro, é uma expressão gritante de falta de civilidade, da completa ausênia de princípios mínimos de respeito aos demais e as leis. Este caso evidencia que a educação e a civilidade não são consequência natural do meio em que se vive ou do lugar onde se nasceu. Este cidadão francês, bem nascido e bem criado, comporta-se aqui em nossa terra, como um troglodita, um bossal mafioso que não crê em nada mais que na força do seu poder econômico. Comportamento que não lhe causa pejo, ou vexame, uma vez que o prefeito, ignora as faixas expostas nas casas vizinhas, tecendo loas a este inescrupuloso pesonagem. Choque de Ordem é apenas para quem não tem meios de fazer polpudas contribuições para a sempre vindoura e iminete campanha eleitoral. Precisamos muito de nos organizar como sociedade civil, de modo a garantir que as leis e o funcionamento do município levem em conta os interesses dos cidadãos. Hoje tudo conspira para que os gestores sejam verdadeiros imperadores que tudo fazem e tudo podem, enquanto aos cidadãos cabe apenas a obrigação de pagar os impostos. É digna e necessária esta luta por cidadania.

    28 10 2009
    Francine Pinheiro

    Olá,
    Gostei muito da sua idéia de Blog. Como advogada popular, já vi isso muitas vezes, infelizmente, mas tenho sugestões a fazer.
    A primeira delas é que a OAB tem que se posicionar. A criminalização do advogado vem chegando a consequencias extremas como caso do Jose Batista, no Pará, advogado da CPT que foi condenado a prisão, por uma ocupação de terras do MST. Esse caso está nas cortes internacionais de direitos humanos.
    Isso não é um problema isolado, faz parte das estratégias facistas do capital.
    Outra coisa, a AMAST não pode calar. Os indivíduos apontados podem não participar, mas agora é fundamental denunciar estas questoes. E se forem processados por desobediencia, o grito deve ser maior ainda.
    No mais, estamos aqui para ajudar. Temos alguns advogados dos direitos humanos para mobilizar.
    Abraços.
    Francine – Centro de Assessoria Popular Mariana Criola.

    28 10 2009
    Loreto Searle

    Queridos, todos opinamos práticamente a mesma coisa. Realmente precisamos colocar um fim a este tipo de absurdos. Mas como se a maior parte reclama em silêncio!!!???
    Acredito que parte da culpa vem dos moradores do bairro, quem cada vez estão mais sujos e descuidados com seu entorno e com o próximo.
    Em quanto houver esse tipo de atitude dentro do bairro ou do Brasil, quem vier de fora vai achar que aqui é o “samba do crioulo doido”.
    Precisamos como moradores conscientizar que a mudança está em nós mesmos, que somos ativos políticamente e socialmente, existe uma preguiça geral…precisamos de muitos lutando para gerar mudanças, para educar e estabelecer critérios que favoreçam um todo…pena que esse todo esteja favorecendo quem vem de fora com ar imperialista.
    Estamos com vcs!

    28 10 2009
    Eustáquio Andréa Patounas

    Absurdo… nosso país tem Leis, apesar de que alguns preferem ignorá-las e os responsáveis por mante-las são coniventes com aqueles que as desrespeitam. No presente caso, é um absurdo que um estrangeiro venha para nosso país e faça o que bem entender em desrespeito ao sossego e aos nativos do bairro tradicional e histórico de Santa Tereza. Vamos sim espalhar o caso por todos os cantos, fazendo com que gente competente que cumpre a Lei interceda, interdite e despache de volta para a França o cidadão em referência.

    27 10 2009
    Joanilson Júnior

    Trazendo para o seu embate uma visão da magistratura, entendo que, se vc fala que o povo do bairro de Santa Teresa vive e sempre viveu em um ambiente de paz, harmonia e silêncio, então, entendo que a decisão do Juiz que impediu a realização de manifestações com o uso de carro de som ou qualquer coisa que produza efeitos sonoros, mas permitindo uma manifestação silenciosa, garantiu a liberdade de expressão em consonância com a natureza de paz e silêncio do bairro e de conformidade com a sua luta pela defesa do direito ao silêncio no bairro de Santa Teresa.
    Abraços,
    Joanilson Júnior

    28 10 2009
    Hylton Sarcinelli Luz

    Jonilson, você não entendeu o problema. O Hotel Santa Teresa, melhor dizendo, o Sr. Delot, um estrangeiro no país, um estranho ao bairro, está se comportando com a postura de um meliante, de um verdadeiro corsário. Apropriou-se da tranquilidade existente no local, construída e mantida pelos moradores, para vendê-la aos seus clientes. Trata-se de roubar um bem dos moradores para vendê-lo a terceiros. O juiz que promulgou a sentença não foi corretamente informado. Há mais de 1 ano que os moradores tentam, de forma civilizada dialogar, buscar acordo. A manifestação proibida é um recurso legítimo da sociedade, de lutar por direitos, na medida em que as autoridades acionadas são omissas.
    Será que o seu comentário significa que você não se sente no direito de manifetar-se quando está sendo agredido em seus direitos, ou usurpado em seus bens?

    28 10 2009
    Joanilson Júnior

    Hylton, desejo a todos que estão vivenciando esse conflito que encontrem uma solução para a questão, a qual não conheço. Quanto a sua pergunta, meu posicionamento quando sou agredido em meus direitos ou tenho meus bens usurpados é de tentar primeiramente o diálogo e, com bom senso, tentar chegar a uma solução pacífica. Caso não consiga, procuro a justiça e respeito suas decisões. Logicamente, se não me conformar com a primeira decisão, recorro dela e me utilizo de todos os meios processuais cabíveis na defesa do meu direito.

    27 10 2009
    Marina Gurgel

    Cidadão militante na origem e hoje, advogado atuante! A coragem e a perseverança na luta pela moralização e garantia de direitos fundamentais sempre foram sua marca. Um verdadeiro incômodo para aqueles que acreditam que a articulação política e corrupção dos poderes constituídos representam um salvo-conduto para a opressão e atropelo de direitos dos menos favorecidos…fico feliz em saber que, com seu conhecimento e força fomenta a associação como ferramenta de luta…
    abraço carinhoso da amiga!

    27 10 2009
    Lourdette Saraiva

    Os valores de nossa sociedade estão invertidos. Vale mais o TER do que o SER. O egoísmo impera, o senso de justiça e de moral vem se perdendo ao longo do tempo, há que se resgatar os verdadeiros valores humanos.
    Façamos uma corrente de união formada pelos elos da irmandade, onde existe a verdadeira força, ancorada nos principais valores: HARMONIA, AMOR, VERDADE E JUSTIÇA.
    O referido sr. pensa que pode tudo, mas está equivocado, porque o que está errado tem que ser consertado, esta é a lei universal. É sòmente uma questão de tempo e de se continuar lutando pelo que se acredita como certo, verdadeiro e humano.
    Falta humanidade e humildade no referido sr.
    Estamos com você!!Conte com nossa rede de relacionamentos na web.
    Chanti – Chanti – Chanti (paz)
    OM

    27 10 2009
    Eduardo Rc Neto

    Excelente texto meu (novo) Amigo.

    pode contar copmigo para espalhar esse absurdo pelos 4 cantos da internet. E convoco a quem está revoltado com isso fazer o mesmo. Envie o link desse BLOG para o maior número de pessoas de sua lista, para ver se chamamos a atenção para alguém que nos ajude a acabar com essa vergonha

    Abraços

    Eduardo RC Neto

    27 10 2009
    Jaime Galvão

    Caros Srs.
    Dos desmandos e absurdos do judiciário brasileiro, esse é apenas um grão de areia no universo.
    Mais uma vez os estrangeiros “mandando” por aqui.
    Imaginem quantas familias sofrem com atitudes “parecidas” com essa por esse Brasil afora…Mais uma instituição brasileira que deixa a desejar as suas reais finalidades.
    Justiça ! Que seja feita JUSTIÇA nesse tão sofrido Brasil.

    27 10 2009
    Agulha3al

    Complicado isso em meu amigo! coisas do Brasil varonil…

    Deixe um comentário

    Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

    Logotipo do WordPress.com

    Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

    Foto do Google+

    Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

    Imagem do Twitter

    Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

    Foto do Facebook

    Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

    Conectando a %s




    %d blogueiros gostam disto: